És minha

Ela gritou, esperneou, debateu-se com todas as forças,

Disse-lhe com toda a certeza que a largasse.

Com toda aquela fúria, mágoa e tristeza com os olhos cheios de lágrimas.

Ela firme se manteve e não verteu uma lágrima que fosse,

Ele sereno, continuou a agarra-la pelo braço: “Tu és minha.”

Ela gritou com ele, contou-lhe como era independente e que não era de ninguém.

Ele sorriu e puxou-a contra o seu peito e repetiu: “Tu és minha.”

Encheu-o de machista, disse-lhe poucas e boas. No fim ele beijou-a, contra a sua vontade.

Até sentir as suas pernas fraquejar, e cair nos seus braços.

Sentiu as suas lágrimas caírem-lhe pelo rosto de menina.

Sentiu aquele corpo de mulher encostar no dele.

Sentiu os braços dela ao redor do seu pescoço.

No fim, ele olhou-a.

“Eu disse-te, tu és minha.”

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Quando me beijas…

E quando me beijas o mundo pára,

Quando me tocas o meu corpo treme,

Fazes-me duvidar do meu próprio ser…

Fico tonta, fora de mim.

Tento manter-me firme, atinada, para não perder o juízo…

Quando me agarras pelo pescoço e me roubas um beijo, todos os beijos.

Por mim, por ti, passava horas a acariciar os teus lábios,

A sentir a tua respiração no meu pescoço,

As tuas ferradelas no meu queixo…

Por ti, perco o juízo, a vontade de ir embora.

E de cada vez que me fazes sentir mulher eu dou-te o meu sorriso.

Eu dou-te tudo, o que tenho, o que não tenho, o que te faz feliz.

Se de cada vez que me fazes sentir completa se acendesse uma estrela,

Todas as noites seriam estreladas.

Cada vez que me beijas, sou tua.

Por isso,

Beija-me.

Beija-me hoje.

Beija-me sempre. Para sempre.

Espaço para mim*

Ele é tudo, ao mesmo tempo não é nada…

Um dia é certo, no outro já não quer, apenas para me deixar confusa.

Quando espero um beijo, ele ferra-me a bochecha,

Porque ele sabe…

Ele sabe como me deixar louca.

Ele sabe falar sem dizer uma palavra,

Conversa comigo com sorrisos e suspiros…

Tento lê-lo todos dias, para entender o que vai no pensamento dele,

Tento perceber atitudes que nem ele percebe,

E no final, acabo sem perceber nada.

Porque ele é mesmo assim,

Nele não há nada para perceber.

Nele tudo é um mistério, tudo nele me fascina,

Porque ele sabe, porque me conhece…

Hoje sei que o quero, vivo com ele cada minuto como se o futuro fosse incerto.

Amanhã não sei, mas hoje sei.

As saudades hoje são reais, o sentimento aperta-me o peito,

A ansiedade de o ver atropela-me a calma.

Apetece-me abraça-lo, não deixa-lo partir,

Mas assim, ele deixava de ser o que é,

Livre.

Coisa que mais admiro nele,

No meio da liberdade dele, sei que tenho sempre um espaço para mim.