Carta Doce

Peguei na caneta e comecei a escrever.

Linha a linha, palavra a palavra,

Um poema bonito, com rimas e tudo,

Começou a formar-se.

Li e reli, estava bonito, mas não me contentava.

Era demasiado simples, muito reles e lamechas.

Rasguei a folha e comecei de novo.

Desta vez esqueci as metáforas, as rimas, esqueci tudo,

Escrevi-te uma carta, mas não era uma carta qualquer.

Era um desabafo, palavras que nunca nenhuma mulher te falou,

muito menos te escreveu.

Assim como me fazes sentir coisas que nunca ninguém me fez sentir,

Decidi ir mais além, e dizer-te coisas únicas,

Coisas que eram capazes de amolecer o coração mais duro.

A cada palavra, cada linha, o sorriso invadia-me o rosto.

Para uma pessoa como tu,

Escrevi uma carta,

Não.

A carta mais doce que alguma vez escrevi.

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