Carta Doce

Peguei na caneta e comecei a escrever.

Linha a linha, palavra a palavra,

Um poema bonito, com rimas e tudo,

Começou a formar-se.

Li e reli, estava bonito, mas não me contentava.

Era demasiado simples, muito reles e lamechas.

Rasguei a folha e comecei de novo.

Desta vez esqueci as metáforas, as rimas, esqueci tudo,

Escrevi-te uma carta, mas não era uma carta qualquer.

Era um desabafo, palavras que nunca nenhuma mulher te falou,

muito menos te escreveu.

Assim como me fazes sentir coisas que nunca ninguém me fez sentir,

Decidi ir mais além, e dizer-te coisas únicas,

Coisas que eram capazes de amolecer o coração mais duro.

A cada palavra, cada linha, o sorriso invadia-me o rosto.

Para uma pessoa como tu,

Escrevi uma carta,

Não.

A carta mais doce que alguma vez escrevi.

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Palpites*

São palpites, não opiniões.

Não opino sobre ti. Palpito.

Nada faz jus ao teu ser. Nada. Nem palpite, nem opinião.

Tentei correr até ao infinito e procurar, alguma coisa, algo, qualquer coisa.

Nada se compara. A ti. Nada.

Tentei, juro que tentei. Fracassei.

Queria ter a tua força, a tua vontade. No mínimo um pouco.

Não queria tudo. Tudo é demais. Só tu consegues.

Só tu és assim.

Perco-me nas tuas qualidades. Também nos teus defeitos.

És perfeito, de tão imperfeito que és.

Vulnerável nesse ar supremo. Nada te dói, nada.

No fundo, tudo te magoa. Tudo o que te afecta. Magoa.

Gosto. Gosto muito.

Que sejas forte, mas que te quebre. A mais simples coisa.

A mais profunda, nada superficial. Nada fútil. Não.

De fútil não tens nada.

És cheio de valores e princípios. Admiro.

Que penses. Por ti, e só por ti.

Que nada, nem mesmo eu te mude. Preciso disso.

Fazes-me falta. porque insistes que não me fazes falta.

Contrarias-me. Eu mereço. Gosto.

Estou perdida,

De tão perdida que estou por ti.

Por tudo o que mostras. Mas ainda mais, pelo que tentas não mostrar.

Descubro-te todos os dias. A cada dia.

Todos os dias palpito. Não desculpa. Palpita-me.

Tento chegar a ti.

Palpita-me o coração. Cheio de ti.

Podia dizer-te o que sinto. Mas é apenas um palpite.

Salvador*

Ofegante e ansiosa, é como te recebo,

Com aquele friozinho na barriga que eu já senti quando era adolescente.

É assim que me fazes sentir, renovada e viva.

Uma miúda, novamente apaixonada pela vida,

Que se fascina com o mundo que a rodeia,

Que vê de novo sonhos que um dia desapareceram,

Que a responsabilidade de crescer um dia lhe roubou.

Estar contigo é sentir de novo o coração a saltar do peito,

E quando entrelaças a tua mão na minha antes de adormecer,

Os problemas desaparecem, a paz e a calma tomam conta de mim.

O teu peito é a minha almofada mais confortável e segura,

O teu beijo é o carinho mais sincero que posso receber.

Todos os dias ao acordar ao teu lado sorrio,

Porque eu sei a sorte que tenho, em tê-lo.

Como o futuro é incerto, e o nosso lema sempre foi viver um dia de cada vez,

Todos os dias que posso olho para ti,

E agradeço a quem quer que seja que te pôs no meu caminho.

Quem o fez, salvou-me.

E tu, todos os dias me salvas de uma vida de rotina,

Todos os dias me dás um motivo para acreditar,

Que esta vida ainda tem muito para dar,

E o que der e vier, que seja contigo. Do meu lado.

Quero ter*

Gostava de conseguir descrever o que sinto por ti,

De encontrar as palavras, e fazer-te um texto simples mas completo,

Mas não consigo.

Queria conseguir abraçar-te com a força do meu sentimento por ti,

Mas não consigo, não existe força humana que o transmita.

Gostava que soubesses o frio na barriga que sinto,

De cada vez que me desdenhas.

Como gelo por dentro cada vez que me deixas.

Deixas-me mais vezes do que aquelas que eu gostava que ficasses.

São mais as saudades que as oportunidades de mostrar-te o que és,

O quanto és para mim.

O quanto te quero.

O quanto preciso de ti.

Era mais fácil se aqui estivesses, e com o teu sorriso rompesses o silêncio,

E com o teu abraço segurasses todas as minhas peças soltas.

Anseio o teu beijo, só ele me aquece.

Gostava de conseguir fazer-te ver, o quanto és importante.

Era bom, se soubesses a falta que me fazes.

Quero-te aqui, nos meus braços.

O calor do teu corpo inquieta-me,

Mas mesmo assim.

Vou lutar todos os dias, para que vejas.

Para que me vejas.

Para que sintas.

Para que saibas.

Que tudo o que és, eu quero ter.

Obrigada

Para ti, hoje só tenho uma palavra: Obrigada.
Obrigada por seres um amigo, por seres tudo o que espero num homem.
Por seres aquele que mais preciso, por seres a companhia que desejo, por seres aquele que me aquece nas noites frias.
Por seres a voz que me alegra o dia, por seres companheiro, por seres divertido, por cuidares de mim e me fazeres sentir segura.
Por seres aquele que me diz todas as verdades, aquele que me faz rir quando estou aborrecida.
Por nunca me deixares sozinha.
Por estares sempre lá quando preciso.
Por me ajudares a crescer.
Por seres quem és.
Por gostares de mim pelo que sou.
Por me respeitares.
Por me fazeres sentir linda sempre que olhas para mim.
Por me fazeres feliz.
Por teres orgulho em mim, por seres o meu orgulho.
Por tudo e mais alguma coisa.
Obrigada.

O que falta em mim*

Não sei dizer o que ele tem de diferente,

Não consigo explicar o que vejo e o que me apaixona quando olho para ele.

Não sei explicar o que me convenceu nele,

O jeito sem jeito,

A maneira como me pediu para não o deixar sozinho,

A treta fatela, que só ele sabe ter.

Gosto quando ele se arranja, aquele cheiro de perfume que fica entranhado na roupa que ele esquece no meu quarto.

Mas gosto ainda mais quando anda pela minha casa de fato treino, na sua simplicidade.

Adoro a barba bem feita, que lhe faz cara de menino,

Mas adoro ainda mais quando vem com a barba mal feita e olhos cansados,

E mesmo no meio do cansaço, consegue dar-me o melhor sorriso e o melhor abraço.

No seu sono, ele abre os olhos e diz que me adora,

Enquanto vê televisão na minha cama, eu olho para ele e penso na sorte que tenho,

Ele olha para mim e sem jeito ele sorri.

A forma que ele olha para o meu corpo, despido, arrepia-me.

A forma que ele me deseja, que me toca, arrepia-me.

Não consigo dizer, o que mais adoro nele.

Só sei que ele me faz falta, todos os dias.

Gostava de ouvir as palermices dele todos os dias,

De ver aquele sorriso safado ao acordar,

De adormecer abraçada a ele.

Gostava de o ter aqui agora, para lhe dizer o quão incrível ele é,

E ver mais uma vez aquele sorriso sem jeito, e receber um abraço em forma de agradecimento,

De ser aquilo que falta nele, assim como ele é tudo o que falta em mim.

Tira-me*

Tira-me o chão, mas não me tires o teu abraço,

Pois é ele que me segura.

Tira-me a água, mas não me tires o teu beijo,

Pois é ele que me mata a sede.

Tira-me o calor, mas não me tires o teu carinho,

Pois é ele que me aquece.

Tira-me a luz, mas não me tires o teu sorriso,

Pois é ele que me ilumina os caminhos.

Tira-me o ar, mas não me tires o teu toque,

Pois é ele que me faz suspirar.

Tira-me tudo, e tira mais alguma coisa.

Tira tudo o que precisares.

Mas não me tires de ti,

Pois é de ti que eu preciso.

És minha

Ela gritou, esperneou, debateu-se com todas as forças,

Disse-lhe com toda a certeza que a largasse.

Com toda aquela fúria, mágoa e tristeza com os olhos cheios de lágrimas.

Ela firme se manteve e não verteu uma lágrima que fosse,

Ele sereno, continuou a agarra-la pelo braço: “Tu és minha.”

Ela gritou com ele, contou-lhe como era independente e que não era de ninguém.

Ele sorriu e puxou-a contra o seu peito e repetiu: “Tu és minha.”

Encheu-o de machista, disse-lhe poucas e boas. No fim ele beijou-a, contra a sua vontade.

Até sentir as suas pernas fraquejar, e cair nos seus braços.

Sentiu as suas lágrimas caírem-lhe pelo rosto de menina.

Sentiu aquele corpo de mulher encostar no dele.

Sentiu os braços dela ao redor do seu pescoço.

No fim, ele olhou-a.

“Eu disse-te, tu és minha.”

Quando me beijas…

E quando me beijas o mundo pára,

Quando me tocas o meu corpo treme,

Fazes-me duvidar do meu próprio ser…

Fico tonta, fora de mim.

Tento manter-me firme, atinada, para não perder o juízo…

Quando me agarras pelo pescoço e me roubas um beijo, todos os beijos.

Por mim, por ti, passava horas a acariciar os teus lábios,

A sentir a tua respiração no meu pescoço,

As tuas ferradelas no meu queixo…

Por ti, perco o juízo, a vontade de ir embora.

E de cada vez que me fazes sentir mulher eu dou-te o meu sorriso.

Eu dou-te tudo, o que tenho, o que não tenho, o que te faz feliz.

Se de cada vez que me fazes sentir completa se acendesse uma estrela,

Todas as noites seriam estreladas.

Cada vez que me beijas, sou tua.

Por isso,

Beija-me.

Beija-me hoje.

Beija-me sempre. Para sempre.

Espaço para mim*

Ele é tudo, ao mesmo tempo não é nada…

Um dia é certo, no outro já não quer, apenas para me deixar confusa.

Quando espero um beijo, ele ferra-me a bochecha,

Porque ele sabe…

Ele sabe como me deixar louca.

Ele sabe falar sem dizer uma palavra,

Conversa comigo com sorrisos e suspiros…

Tento lê-lo todos dias, para entender o que vai no pensamento dele,

Tento perceber atitudes que nem ele percebe,

E no final, acabo sem perceber nada.

Porque ele é mesmo assim,

Nele não há nada para perceber.

Nele tudo é um mistério, tudo nele me fascina,

Porque ele sabe, porque me conhece…

Hoje sei que o quero, vivo com ele cada minuto como se o futuro fosse incerto.

Amanhã não sei, mas hoje sei.

As saudades hoje são reais, o sentimento aperta-me o peito,

A ansiedade de o ver atropela-me a calma.

Apetece-me abraça-lo, não deixa-lo partir,

Mas assim, ele deixava de ser o que é,

Livre.

Coisa que mais admiro nele,

No meio da liberdade dele, sei que tenho sempre um espaço para mim.