Sou tua.

És o fogo que arde na minha cama nas noites geladas…aquele que me aquece os lençóis e me enche a alma de desejo…de calor…

És o beijo carinhoso de boa noite e o sorriso ensonado de bom dia…que me enche o coração e a casa vazia…

És a mão no meu corpo irrequieto que mexe e remexe a cada toque teu…que me enche a mente de devaneios e loucuras…

És a mensagem ou telefonema a meio do dia, também no cair da noite…que me enche de sonhos e alegria…

És a calma nos momentos cinzentos…és a palavra no meio do silêncio…és a dança numa musica sem sentido…és a gota de suor…és um toque de lábios perdido no tempo…és o encostar pele com pele seguido de um arrepio…és cada marca que fica depois dos momentos quentes que caracterizas…

É difícil escrever, mas eu tento…é impossível falar por isso calo-me…é demais para ser verdade…é pouco para não valer a pena…porque todo o meu corpo grita e apela por ti…

Meu corpo sabe o que quer, assim como cada canto dele espera na calma da noite a tua visita…ele descansa assim como a minha mente…ela precisa…eu preciso…

As emoções contigo são cansativas…as palavras insuficientes…e que eu faço é nada…simplesmente nada…
Porque aquilo que te pertence, aquilo que conquistaste não muda nem se esquece com o tempo…
Fecho os olhos e acredito, que nunca foste meu, mas sempre que os nossos olhos se tocaram na linha invisível que os une, não querias ser de mais ninguém…nesse momento guardo o teu olhar mais penetrante, o sorriso mais sincero, as palavras trocadas em volta do desejo, os beijos ardentes que ninguém pode dar por ti, o toque com as pontas de dedos, o respirar no pescoço…isso sempre foi meu…e ninguém me tira, nem tempo nem saudade…

Porque em muitos momentos foste meu…

E eu, em todos esses momentos te disse com os movimentos do meu corpo e o bater forte do coração: Sou tua.

O Tal

Todas nós procuramos, consciente ou inconscientemente o Tal. Aquele que é descrito nas histórias de amor, que está sempre um passo à nossa frente. Aquele que tudo que nós um dia vamos desejar, já nos deu, sem pedirmos, sem sequer contar-lhe os nossos sonhos e desejos.

A verdade é que nenhum é o Tal, não vamos simplesmente esbarrar com ele no meio da rua e sentir aquela faísca. Vamos sim, encontrar aquele especial, que nos tira um sorriso no primeiro olhar, que nos arrepia ainda antes de nos tocar na pele.

Pois, cabe-nos a nós fazer dele ou não o Tal, cuidar se nos quer bem, dar em troca tudo aquilo que ele nos entrega de coração. Temos de saber abrir mão de muita coisa que embora pareça importante, quando estamos na sua companhia, o sorriso dele leva-nos a percorrer todos os sonhos que já tivemos…

É quando a conversa se perde, e mesmo em silêncio o nosso olhar continua a falar, aí é que percebemos o quanto queremos fazê-lo sentir especial, porque em cada palavra, em cada gesto ele faz o mesmo por nós…

Nem todas estamos ao nível de conseguir manter um homem assim, por imaturidade, receio, falta de coragem, medo…pois um homem assim deve ser tratado como se fosse o último da Terra…porque a certo ponto sentimos isso, que não há ninguém que tenha a magia que ele tem, a força que ele carrega, e aquele sorriso…aquele sorriso que consegue alegrar até os dias mais cinzentos.

É um caminho duro de percorrer, muitas vezes vamos sentir-nos perdidas, mas no peito dele vamos sempre encontrar-nos em casa. A voz dele vai ser sempre a canção que precisamos de ouvir, o abraço dele é como se estivéssemos a dançar na chuva…

O mais difícil já passou, o importante foi atingido, conseguir encontrar um num milhão. Agora o resto da tarefa não depende apenas de nós, se estivermos destinadas a receber um tesouro tão grande, o tempo e a vontade encarrega-se disso. Apenas temos de ter a certeza que fazemos de tudo para que ele perceba o quanto é importante, pois com certeza ele já fez o mesmo por nós…

O mais complicado certamente foi entender o porquê, porquê esta sorte?Porquê eu? A verdade, é que esta não é uma questão para ser respondida mas sim vivida.

Porque não é todos os dias que no meio de uma tempestade encontramos o Tal.

Bom dia *

E foi no teu abraço que deitei a minha tristeza, assim que a noite se pôs. Foi nessa ausência de luz e calor que me rendi, a ti…

Foi o pânico que tomou conta de mim, mas o teu olhar conseguiu acalmar a minha respiração, os meus medos…o teu olhar que lê cada gesto e pensamento meu. Mas fecho os olhos, não para que não me vejas o interior, mas para que sintas…quero que sintas o quanto preciso do teu abraço, do teu colo, do teu beijo, do teu carinho…

Escreve na minha pele as tuas histórias com as pontas dos dedos, não precisas de me contar…não precisas de te expor, apenas preciso que te mostres presente…não divagues nem te preocupes com pormenores fúteis, este momento é nosso, teu e meu, que assim seja, que assim fique.

Enquanto eu ali estiver, perdida nos lençóis no aconchego da cama, hei-de encontrar sempre o meu espaço seguro no teu peito…esse peito que já aguentou as minhas lágrimas e os meus sorrisos, as minhas inseguranças e os meus desabafos…nele me encontro sempre, por mais perdida que esteja.

É nesse peito que me encosto e tento descansar os meus problemas, e com toda a calma do mundo te oiço dizer-me “Boa noite”…nem dou por mim a adormecer, a batida do teu coração embala-me e canta-me uma melodia que me resguarda e me envolve em sonhos que nem eu sabia ser capaz de ter.

Passa a noite, perco-me nessa segurança que me dás e consigo parar de pensar em tudo que normalmente me inquieta e não me deixa descansar…aproveito cada segundo para interiorizar esse momento, o momento em que os teus braços me envolvem e não me deixam cair em pesadelos, o calor do teu corpo e o teu respirar no meu pescoço deixam-me livre, livre dos meus medos e receios…

Toca o despertador, eu já estou acordada a admirar-te…acordas e trocamos olhares, com um sorriso me dizes “Bom dia”, com outro te respondo:

“Bom dia minha alegria”

 

Serás tu?

E se fores tu a esperança? Se fores tu a razão da minha força? Se fores tu aquilo que não procuro mas estava destinado encontrar?

Se fores tu, vais fugir ou vais ficar? Percebo a responsabilidade, não sou de todo um enigma fácil, nem tão pouco uma personalidade exposta…

Se fores tu, terás que descobrir, terás que fazer-me confiar, terás que fazer-me acreditar que és tu e só tu…

Se fores tu hei-de perceber que és só tu quem desejo, se assim for vou perceber no teu olhar (e no meu respirar) que és tu…vou perceber que tens de ser tu…por seres especial e por conseguires de mim o que ninguém consegue, o que não deixo que ninguém consiga…

Se realmente fores tu eu vou exigir de ti o que preciso e o que tenho direito, porque se eu perceber que existes apenas tu eu vou dar-te tudo o que me pedires, tudo o que não me pedires…

Serás tu? Quero usar-te e deixar que me uses, não quero cair no lamechas e que tudo seja carinho…vou dar-te o meio-termo da paixão.

Porque agora posso precisar que me afagues o rosto, mas mais logo no cair da noite posso precisar que me fales coisas obscenas ao ouvido…

Quero esse carrossel, quero que sejas tu a levar-me numa viagem sem destino, quero perder a noção do espaço e deixar que me guies! (Quero perder-me e encontrar-me várias vezes…)

Serás tu que consegues saciar o meu desejo? Que consegues fazer com que o meu corpo responda ao toque? Serás tu que com um abraço me serenas a alma e com um beijo me aceleras a pulsação?

Serás tu que me arrancas as palavras que nunca disse, que nunca pensei ter coragem de dizer? Será que vais despertar em mim o que pensei estar adormecido?

Decerto, a esta altura já sabes responder a todas as perguntas…mas agora responde-me à única que me interessa…

– Serás tu? –