Até já…

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Confesso que sou amiga de um objeto, mas não é um objeto qualquer…é algo que me preenche e que sempre me acompanhou, desde que me lembro de ser alguém, foi o que sempre esteve comigo…

Contigo cresci, ganhei confiança, espírito de liderança e responsabilidade. Foram inúmeras as sensações que me fizeste sentir e quase que posso afirmar que mesmo sendo só um objeto, não haverá ser algum neste mundo que me consiga dar alguns dos momentos que me proporcionaste.

Muitas vezes me escapei dos meus medos e problemas contigo, a ti sempre me entreguei até muito além dos meus limites, sempre me dei a ti e até quando era fisicamente impossível. Nunca te deixei, assim como nunca me deixaste, mesmo com lesões e quando o corpo gritava que não aguentava mais, tu fazias-me aguentar.

Hoje não me arrependo da entrega, não me arrependo do tempo que passou e podia ter dedicado a outras coisas, podia ter-me divertido mais com outro tipo de hobbies, mas o sorriso que consegues arrancar de mim é o mais sincero e o melhor que tenho para dar.

Já me deste desgostos, mas maioritariamente lembro-me das alegrias…lembro-me das amizades únicas e eternas que me colocaste no caminho, dos obstáculos que me fizeste ultrapassar, dos desafios que todos os dias tinhas para mim…sempre mas sempre foste tu que me entendeste e me deste razões para muitas vezes olhar em frente.

Das vezes que estive perdida, sabia sempre onde te encontrar, e aí eu encontrava-me. Naquele espaço nosso, longe ou perto, sendo ou não o nosso, sempre me senti em casa.

Foste sonhos, foste alegria, foste muitas vezes magia…quantas e quantas vezes foste o meu refúgio do mundo. Tão simples, mas tão verdadeiro, um simples ser sem vida, mas que despertaste muita vida em mim.

Foi com tristeza que me afastei, mas conto os dias para nos encontrarmos inteiramente mais uma vez…agora és nada mais que um pensamento que tenho, sempre que a vida parece não me sorrir…mas sei que vais ser novamente os meus dias, sei que vais voltar a estar presente e a fazer-me querer descarregar em ti toda a angústia até encontrar a felicidade.

Fizeste de mim grande parte do que sou hoje, e o mínimo que posso fazer é acreditar que esta amizade nunca vai acabar.

Porque como todas as grandes amizades, não há distância que separe, não há tempo que faça esquecer…e eu vou querer sempre que estejas presente na minha vida.

Até já eterna amiga…

Serás tu?

E se fores tu a esperança? Se fores tu a razão da minha força? Se fores tu aquilo que não procuro mas estava destinado encontrar?

Se fores tu, vais fugir ou vais ficar? Percebo a responsabilidade, não sou de todo um enigma fácil, nem tão pouco uma personalidade exposta…

Se fores tu, terás que descobrir, terás que fazer-me confiar, terás que fazer-me acreditar que és tu e só tu…

Se fores tu hei-de perceber que és só tu quem desejo, se assim for vou perceber no teu olhar (e no meu respirar) que és tu…vou perceber que tens de ser tu…por seres especial e por conseguires de mim o que ninguém consegue, o que não deixo que ninguém consiga…

Se realmente fores tu eu vou exigir de ti o que preciso e o que tenho direito, porque se eu perceber que existes apenas tu eu vou dar-te tudo o que me pedires, tudo o que não me pedires…

Serás tu? Quero usar-te e deixar que me uses, não quero cair no lamechas e que tudo seja carinho…vou dar-te o meio-termo da paixão.

Porque agora posso precisar que me afagues o rosto, mas mais logo no cair da noite posso precisar que me fales coisas obscenas ao ouvido…

Quero esse carrossel, quero que sejas tu a levar-me numa viagem sem destino, quero perder a noção do espaço e deixar que me guies! (Quero perder-me e encontrar-me várias vezes…)

Serás tu que consegues saciar o meu desejo? Que consegues fazer com que o meu corpo responda ao toque? Serás tu que com um abraço me serenas a alma e com um beijo me aceleras a pulsação?

Serás tu que me arrancas as palavras que nunca disse, que nunca pensei ter coragem de dizer? Será que vais despertar em mim o que pensei estar adormecido?

Decerto, a esta altura já sabes responder a todas as perguntas…mas agora responde-me à única que me interessa…

– Serás tu? –